Crônica de uma morte anunciada

Desculpem a originalidade do título, mas o assassinato do dissidente russo Alexander Litvinenko foi de fato uma morte anunciada pelo próprio, cuja autoria atribuiu a ninguém menos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O assassinato aconteceu em Londres, nas barbas do serviço secreto de um país em guerra com o Iraque e o terrorismo. Ou seja: é um fato gravíssimo, uma violação de território, algo que em situações mais delicadas pode ser interpretado como uma declaração de guerra.

Provavelmente não será visto assim pelo governo britânico. Mas é preciso estar atento. Putin tem relações no mínimo ambíguas com o Irã, foi solidário a Saddam Hussein e não é absurdo presumir que os laços soviéticos com o terrorismo palestino permaneçam.