Meditando

De 12 a 23 de dezembro estarei fazendo meu terceiro curso de meditação Vipassana, “conforme ensinado por S. N. Goenka e seus Professores Assistentes na tradição de Sayagyi U Ba Khin”. clique

É uma experiência árdua, mas enriquecedora: dez dias em nobre silêncio, meditando quase 12 horas por dia. Um dia escreverei sobre o trajeto que me conduziu de Descartes a Buda. Visitem o site indicado acima e procurem conhecer um pouco mais sobre a meditação em geral e o Vipassana como é ensinado por Goenka. Vale a pena. A tradição meditativa do Ocidente parece ter se perdido, mas precisa ser recuperada (ou, quem sabe, recriada).

Não há incompatibilidades incontornáveis entre a técnica meditativa budista e o cristianismo. Ao contrário, o caráter eminentemente científico, não-religioso ou ecumênico da meditação é ressaltado todo o tempo. Por outro lado, espíritos mais racionalistas se surpreenderão com um teoria da cognição sofisticadíssima e, mais ainda, com o esboço de uma Física que antecipa as rupturas relativistas e quânticas em 2.500 anos! (Não é por acaso que uma boa parte dos grandes físicos contemporâneos são indianos).

Neste exato momento em que escrevo, sinto uma saudade antecipada de vocês todos, conhecidos e desconhecidos, saudade da rotina diária de escrever. Só vai passar quando a eu chegar lá e a meditação começar. Aí me sinto como se participasse de uma expedição ao Himalaia ou ao Amazonas. Difícil descrever o que é. Eu disse “árduo e enriquecedor” – não me ocorre melhor definição.

Ainda sobre meditação, dêem uma lida neste post antigo. clique