Entrevista com Amy Klink

“Eu descobri o mar lendo. Se não fossem alguns livros, eu estaria com cracas nas canelas de tanto andar à beira-mar, em Paraty. Não teria ido a lugar nenhum. Eu tinha trauma do mar. Uma vez meu pai levou a gente ao Guarujá e eu tomei uma onda na areia… Foi só através dos livros que me interessei pelas viagens marítimas”.

Só por essa declaração surpreendente já valeria ler a excelente entrevista de Douglas Portari com Amyr Klink. É isso, aliás, que distingue o bom repórter (e do bom entrevistador): o talento – e, porque não, a sorte – de surpreender o leitor com um ponto de vista (não confundir com opinião!) diferente, inusitado sobre um tema que aparentemente nada mais poderia oferecer de novo.

É uma lição de vida saber que a saga de Klink é sobretudo a vitória de um homem sobre os seus temores mais íntimos.

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