Sobre a arte

Esse o problema: kant e quem acredita nele empurra o em si para além dos olhos, quando é exatamente ali que ele está. A coisa em si é o que me aparece. Exatamente e nada mais. Então já não aceito essa idéia de em si. A obra de arte ou o objeto totêmico – ele sim objeto-navio, onde coisas se depositam, objeto-farol com quem se relacionam – ele tem uma relação apenas circustancial com o mundo, a história, a cultura que lhe são contemporâneas. Claro, se relaciona com tudo isso – história, mundo, cultura – tudo isso existe de fato, não estou negando isso. ainda q eu não os veja definidas por tensões antagônicas q nunca se resolvem de todo (não que com isso eu negue o binário, a redução final ao binário que é o próprio do finito: ser finito é estar submetido ao jogo binario de ser e deixar de ser todo tempo, saber-se finito e ver-se passando, seguir de si o próprio traço destino e delícia da consciência contemplar-se)

Então quando falo em “obra de arte em si mesma” eu falo do objeto que está bem ali, ao alcance quase das mãos e dos olhos, a desafiar o tempo e a história, mais construindo-os do que sendo deles produto;

1 Comentário

  1. Mando um prefácio dum livro interessante, não hei de mandar o livro, difícil. Se quiser leia o link. Se não tiver nada com nada, sorry. “Sabemos que esta prova de uma negação redobrada, de uma negação não imediata é rapidamente invertida, em Hegel, na positividade de uma realidade social e estatal. Apenas a arte, tal é a contribuição de Adorno, sabe plantar morada na consciência do que não tem lugar em nossa sociedade, criando uma realidade para o que está em crise em nossa realidade. Mudando de terreno, podemos dizer, com Lacan, que apenas a arte sabe transformar um sintoma em “sinthome”, ou seja, em uma produção que respeita o que, na sexualidade, está na borda do impossível.”Entra Adorno, Lacan e taishttp://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/2730,1.shl

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