Sobre a crônica da semana

Mais uma crônica sobre o Ecologismo. É sempre bom repetir: não sou cego. É óbvio que o industrialismo criou problemas de poluição e degradação ambiental que têm de ser enfrentados. E estão, mas não com a necessária ênfase. É claro também que a globalização de consumo e renda recoloca a questão dos recursos naturais finitos em um patamar mais delicado. Enfim, poluição e sustentabilidade são aspectos incontornáveis da globalização, mais até do que sua outra face, seu verdadeiro fundamento – ou ao menos, uma parte importante dele.

Daí a crer no profetismo alarmista que toma conta dos meios de comunicação e acadêmicos há uma grande distância. Tenho trocado e-mails com o Rui Moura, do blog Mitos Climáticos (http://mitos-climaticos.blogspot.com/) e no último lhe perguntei “Qual a intenção dessa farsa?”. Controlar o crescimento dos países pobres e ricos, satanizar o capitalismo, reembalar o socialismo em papel verde – sim, mas com que objetivo? O mais interessante é que se tomamos o ecologismo como um neosocialismo anticapitalista, que países aparecem como os representantes reais dessa ideologia anticapitalista hoje: a Venezuela, o Irã e a Rússia (Cuba hoje é só um parque temático administrado por uma múmia bêbada e um fantasma), os três grandes produtores de… petróleo! Então aparentemente há uma aliança entre ecologismo, fundamentalismo islâmico e socialismo real contra o avanço do liberalismo. Novamente: para quê? Que alternativa figuras patéticas e sinistras como Chavez, Putin e Ahmadinejad têm a oferecer ao mundo? Três tiranias sangrentas, corruptas e ameaçadoras que tiram proveito do sentimento anticapitalista – e, portanto, antiliberal – disseminado pelo Ecologismo – essa religião de galinheiro, literalmente.

Isso para dizer o mínimo e permanecer longe das teorias de conspiração. Pois, a eclosão do ecologismo coincide com o “fim” da URSS, como é dito no documentário “The Great Global Warming Swindle” (os links estão disponíveis no Café Impresso – www.cafeimpresso.com.br – no pé da crônica) , que, no entanto, prefere tratar essa “migração” do vermelho para o verde como um oportunismo de militantes desempregrados e não como uma manobra planejada.

Pelo menso dois altos funcionários da KGB – Anatoliy Golytsin e Yuri Bezmenov – que fugiram para o Ocidente insistem em afirmar que o “fim” da URSS foi algo minuciosamente tramado pela KGB para dar mais agilidade ao comunismo – que hoje se resume em “destruir o império americano”. A pergunta é, para colocar o que no lugar? Um império sino-russo-iraniano?

Emfim, muito mais do que o futuro aquecimento global, me preocupa o aqucimento presente das relações internacionais. Quando Bush afirma que o Irã “nuclearizado” significa a Terceira Guerra Mundial, ele não está falando por metáforas. A mensagem é clara e se dirige à Rússia sobretudo – que, por sua vez, garante que um ataque às intalações nucleares iranianas será “um ataque à Rússia”.

Na verdade, estamos cada vez mais longe da utopia liberal de um mundo unido e “equalizado” pelo livre comércio global.