Vou meditar. Só volto no domingo, dia 20. Para quem não sabe, o mesmo curso da excelente matéria de Eliane Brum, na Época da semana passada. Será meu quarto curso. Sempre é duro. Desta vez estou preferindo chamar de retiro espiritual mais do que de meditação.

Se me perguntassem sobre o que gostaria de meditar, eu diria sobre a relação entre rigor e compaixão. Em todas as as práticas religiosas esses dois sentimentos (na falta de palavra melhor) sempre se opõem. No entanto, impossível pensar uma religião sem uma ou outra.

O rigor faz pensar em desapego. A compaixão faz pensar em aceitação e acolhimento. O desapego e a aceitação resultam da compreensão da impermanência.

O rigor se volta para mim, a compaixão para o outro. Se o inverso se der, teremos uma boa definição de egoísta: o sujeito que é rigoroso com os outros e compassivo consigo memso.