A estupidez do Itamaraty

É deprimente o papel a que o governo petista submete o Brasil ao compactuar com a argumentação cínica do presidente equatoriano Rafael Correa. O descaramento desse sujeito dá nojo. De sua fala se deduz que na cabeça desse palhaço só existem três tipos de pessoas: os cúmplices, que sabem que ele mente, mas crêem como ele que a mentira é um instrumento revolucionário; os inimigos, a quem pensa paralisar recorrendo a sofismas jurídicos; e os ingênuos e mal informados a quem pretende seduzir com sua retórica de vítima ultrajada.

Como bem resumiu Reinaldo Azevedo: “… em nome da inviolabilidade do território, um princípio da boa convivência internacional, não se pode permitir que um país abrigue terroristas do país vizinho.” Ponto final. Todo resto é esse espetáculo nojento a que o Itamaraty – doravante chamado de Instituto Rio Vermelho – nos submete.

A quem essa gente pensa enganar? Toma o país inteiro por um bando de idiotas? Ou a mentira é já a arrogante exibição do poder conquistado, o gozo do tirano que perversamente desfila nu, mas exige que não lhe enxerguem a nudez?

Desde que Franklin Martins e Teresa Cruvinel saíram da clandestinidade para assumir abertamente seus lugares no governo, temo que essa gente acredite que já tomou o poder.