Comentários sobre a crônica da semana

“Tenho trabalhado com jovens em várias favelas (que nossa cúmplice academia aceitou maquiar, nomeando-as de comunidades) do Rio e, na área da educação, só se vêem mulheres. Estive, inclusive, na secretaria de educação há duas semanas e, num andar inteiro, com mais de quinze salas, os únicos homens eram os guardas municipais que faziam a segurança. Na assistência social também só há mulheres. Os únicos homens, frequentemente são gays.
Discordo de você quanto à idéia de uma instituição somente com mulheres cuidando dos meninos. Como imagem alternativa à dura realidade, é bonita, porém só como imagem. Acho que tem que ter as duas formas de cuidado, masculina e feminina, que são diferentes e complementares. Não dá pra inverter o sinal somente, tem que oferecer os dois. Frequentemente, eles não os têm. Inclusive, geralmente têm a mãe e não o pai. Mas acho que o essencial é a forma, é o jeito, tem que ter amor, se não, não dá. E o amor fica embrutecido em situações de privação. E a imagem do homem é sempre bruta. Por experiência pessoal, quando eles se deparam com homens doces, afetuosos, gentis – mesmo que fortes – eles se surpreendem e buscam se identificar. Suas referências identitárias masculinas são os bandidos, infelizmente. “ Henrique P.

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“Suas observações são psicanalíticas. E também românticas — mas eu também acho que se crianças e adolescentes puderem ser cuidados por mulheres; e se um homem tivesse uma namorada, a violência seria menor. Mulheres, mães acolhedoras e namoradas amorosas – tudo isso contribui para diminuir o mal estar na civilização. Na falta, há dor e barbárie. Onde falta colo, beijo, gente para ajudar na lição, falta tudo.” Deborah S.