Sobre o tédio olímpico

(A Marie e a Rose deixaram comentários no post abaixo que eu respondi lá mesmo, no espaço de comentários, mas achei legal registrar aqui também: vaidade, tudo é vaidade)

Acho o esporte uma das manifestações mais bem acabadas da solidão humana. Ou melhor: do confronto da solidão (do atleta) com o histérico egoísmo coletivo (do público). A solidão do atleta sempre me encantou. Sobretudo desses atletas olímpicos de esportes individuais e pouco populares. O público não tem sequer a mais relés noção do esforço deles. O público só quer VER performances e contar medalhas.

Então é, no fundo, uma chatice monumental – literalmente. Porque ninguém entende nada – ou quase nada – do que está vendo. Ninguém é capaz de compreender o grau de dificuldade e as sutilezas do performance. Não é como o futebol, por exemplo, que todo mundo joga ou já jogou e sabe portanto apreciar.