Escreva cem vezes: “A China é um ditadura”

O queridíssimo Carlos Alexandre me envia um comentário por e-mail sobre a última crônica que é – coom sempre! – uma continuação dela, um resumo, a conclusão ordenada daquele monte de notas:

 

“Acho que você tocou NO ponto. E as perguntas que ficam são: como é que uma economia que pretende ser de livre mercado pode conviver com esta obsessão pelo controle? Será que o Partido Comunista chinês está disposto a abrir mão de seu poder (exercido por meio deste excesso de controle) em benefício da livre iniciativa?

Será que um país que não respeita os direitos mais fundamentais do homem tais como o direito de propriedade (material e intelectual) , o pátrio poder, o direito de expressar e de professar seus sistemas de crença (políticos e religiosos), o direito de lutar por seus interesses juntando forças com pessoas que partilham dos mesmos problemas em sindicatos ou outros tipos de associações pode construir uma sociedade justa? Enfim, será que uma sociedade sem instituições de boa qualidade pode se desenvolver?

A questão tem um acento moral – pois, no fundo, a pergunta é se é justo que uma ditadura floresça. Ou ainda: será a liberdade de fato essencial para o desenvolvimento? Nós acreditamos que sim.

A The Economist e A Front Page têm matérias interessantes sobre o tema: 1 e 2