O FED acertou!

Li no Reinaldo Azevedo que “commodities têm queda recorde e aliviam inflação”.

Lembro que o Paul Krugman disse no Roda Viva, semana passada, que Ben Bernanke, o presidente do FED, apostou exatamente na queda do preço dos alimentos e do petróleo ao escolher baixar os juros e enfrentar o que lhe parecia o problema real: a desaceleração da economia pela quebra da credibilidade (mais do que do credito em si) do sistema. E não o problema marginal, contingente que seria a inflação. Apostou – e parece ter acertado – que era uma inflação momentânea produzida por uma alta das commodities que era, no fim das contas, causada exatamente pelo deslocamento do financeiro para os futuros.

O FED acertou na mosca e venceu a queda de braço com os “credores americanos” e todos aqueles que sob o pretexto de combater a inflação – em vez da amaeaça recessiva – queriam mesmo era o aumento dos juros americanos num momento delicado. Um jogo que é também político, visto que o Estado chinês é o maior detentor de títulos americanos. se foi mesmo assim, ganhou um chega-pra-lá. Os EUA ainda são umas dez vezes maiores que a China.

Mas esse jogo duro marca também uma espécie de “prova de maturidade” chinesa. A China quer se mostrar diferente. Essa pressa, essa crença que tudo é possivel à vontade organizada – ou seja: a sociedade é tudo, o indivíduo é nada – isso tudo soa a quem conheça um pouco da história do Ocidente no século 20 a comunismo e nazismo. Na verdade, a China está cada vez mais parecida com a Alemanha de Hitler e cada vez mais ditante da URSS de Stalin.

Isso quer dizer que os EUA superaram ou estão começando a superar a tal crise imobiliária? Não faço idéia, mas eu torço que sim.