Comentários meus sobre a crise

Comentários publicados esta semana no blog do Reinaldo Azevedo sobre a crise econômica americana, sobre tudo uma que lá pelas tantas dizia o seguinte:

“Em meio a uma desconfiança sobre a saúde financeira de bancos de investimento como Goldman Sachs e Morgan Stanley, fundos de pensão e grandes investidores institucionais se livraram de ações e de dívidas corporativas para se refugiarem em papéis da dívida pública americana de curto prazo.
A procura foi tão alta que alguns desses papéis chegaram a ser negociados com juro próximo de zero, na menor taxa desde a Segunda Guerra. Ou seja, o investidor chegou a pagar ágio para comprar papéis que praticamente não trarão nenhum rendimento, mas que são refúgio contra perdas. Apenas ontem o retorno dos papéis de três meses do governo americano recuou 0,61 ponto e teve taxa de 0,03%, a menor desde janeiro de 1941.
Ao mesmo tempo, os juros dos empréstimos entre bancos privados dispararam, levando as taxas ao maior patamar desde 20 de outubro de 1987, data que entrou para história de Wall Street como a “segunda-feira negra” do crash da Bolsa nos anos 1980.”

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Os tais 140 bilhões de euros “injetados” pelo Banco Central Europeu na verdade foram emprestimos de um dia – o velho “overnight”! E a juros mais ou menos salgados! Aí o sujeito lê “injetados” – ainda mais no Brasil – e pensa que é “a perder de vista”, tipo empréstimo de sogro.De um modo geral, as editorias de economia estão tratando a coisa como se fosse “no brasil”, como o BNDES salvando empresas com emprestimos que nunca serão pagos.

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Também não caio nessa de “maior crise financeira da história”. Em numeros absolutos? Faz-me rir… Duvido! Até porque apesar de tudo por enquanto é só uma bolha…
Um amigo meu mais pessimista já me disse que essa tal crise é mesmo uma bolha se comparada a “verdadeira crise” que é a dos cartões de crédito – que viria em seguida se a economia americana entrar mesmo em recessão…
Talvez por isso também o Fed Bernanke esteja focando a recessão e não a inflação – com foi tão pressionado a fazer.

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Confesso que numa hora dessas, o FED ser dirigido por um sujeito que se chama Benjamin Shalom Bernanke só me tranquila.
Outro dia alguém me saiu com uma dessas “teorias da conspiração” indignas desse nome e disse que o mundo era dominado pelos judeus. Eu olhei pra ele e ri: “Quem me dera! Certamente não seria essa zona…”. E saí.

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Pois é, agora me responda: se ao fim disso tudo, houver uma corrida aos títulos de curto prazo do Tesouro americano?
Aconteceria o mesmo que acontece com um banco qualquer da esquina? Quem salva o tesouro de uma corrida ao tesouro? A Casa da Moeda?

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Pra quem gosta de uma conspiração: será que estamos vendo um mega ataque especulativo ao dólar?e já que desatei a falar, acrescento: falam, falam da “crise que abala o capitalismo” mas no fundo eu acho que isso aí é o dinheiro que está faltando no caixa no fechamento de um balanço que se conta em quatrilhões.

Pensem o seguinte: no tempo em que essa bolha foi gerada, o dólar levantou a China, a Índia – não vou nem falar do resto. Imaginem a quantidade de trilhões de dólares que não correram nesse tempo? Os trilhões em riqueza…

Quero dizer com isso que uma bolha de crédito – dinheiro sem lastro? – de um pib americano é respeitável, sim – mas dentro de um sistema q nesse meio tempo rodou sei lá quantas centenas de trilhões – é “do jogo”.