Revolução é o nome que dou ao golpe que dei

Rose comenta sobre o post abaixo:
“Mas então a revolução social, política, etc… não serve p nada? Só incomoda?
Não entendi. E Maio de 68? Fez diferença…”

E desde quando maio de 68 foi uma revolução? não é nem exagero, é incorreção mesmo. Se fez diferença? Naquele momento, sim. Ou assim parecia. Visto de hj? Quando eu penso que depois que os americanos sairam do vietnã o kmer vermelho matou dois milhões de pessoas em nome da utopia – para mim fica claro que não há menor chance de idealizar asism tanto maio de 68 e tudo que há ao redor…
Che, que odiava rock, cabeludos, drogas e tudo mais que sugerisse América é hj um ícone de consumo. Claramente, Che perdeu. A esquerda o santificou e a indústria o transformou em produto.

3 Comentários

  1. talvez tenha sido a última vez que a esquerda tentou “casar” marxismo e liberdade. Vc veja que nós deliberadamente esquecemos de Praga e elegemos Paris.A verdadeira primavera desse tempo é a primavera de Praga – anticomunista por exelência. Paris é a reposta do marxismo acad~emico da europa ocidental a revolta anticomunista da europa oriental…Na verdade, maio de 68 é um barato muito parisiense de reviver – sem maiores danos – “os dias da Comuna”.É interessante como a Rússia conseguiu ao mesmo tempo sufocar a revolta e pousar de libertadora no ocidente simultaneamente – sem que leh cobrassem a contradição.No final, Cuba iria parar em Angola…

  2. Certo , certo…Olha o trecho …”O filósofo Allain Finkielkraut, que participou das manifestações, entende que era preciso “desestabilizar certas convenções e denunciar uma certa ordem repressiva” mas, segundo ele, não se pode exagerar a importância de maio. “A substituição do ideal hedonista pelo ideal ascético estava inscrita na propaganda da nossa sociedade”, explica. “O episódio acelerou um processo já em curso, ligado ao individualismo”. Para Finkielkraut, 1968 não foi uma revolução: “o movimento surpreendeu os próprios atores, não foi fomentado”, entende o filósofo. “Isso explica em parte a nostalgia existente. Acontecimento é o termo mais adequado como definição”. A respeito dos “atores”, Flávio Alcaraz tece sua crítica no sentido de que os protagonistas da revolta, como Cohn-Bendit, se transformaram num ícone mais do lirismo da aura de 68 do que num homem que manteve sua convicção ao espírito de Maio.” Mais:O próprio Dani le Rouge se defende. Hoje ex-prefeito-adjunto de Frankfurt e deputado europeu eleito pelo Partido Verde alemão, Cohn-Bendit corrobora a tese de que, como todos, foi pego de surpresa pelos acontecimentos e entende que a revolução é um fantasma das sociedades: para ele, elas só precisam mudar. Quanto à batalha campal pelas ruas de Paris, ele acredita que elas são “falsas”: “elas não são nada comparadas com as revoltas de camponeses, ainda atuais”. Ao invés de revolução, a revolta juvenil canalizou perspectivas. “[1968] abriu uma brecha para um movimento social heterogêneo que procurava expressar-se”, revela.”http://www.rabisco.com.br/18/paris1968.htmRoseMP

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