An Arab-Made Misery

Noni Darwish, The Wall Street Journal Europe, 18.03.2009

International donors pledged almost $4.5 billion in aid for Gaza earlier this month. It has been very painful for me to witness over the past few years the deteriorating humanitarian situation in that narrow strip where I lived as a child in the 1950s.

The media tend to attribute Gaza’s decline solely to Israeli military and economic actions against Hamas. But such a myopic analysis ignores the problem’s root cause: 60 years of Arab policy aimed at cementing the Palestinian people’s status as stateless refugees in order to use their suffering as a weapon against Israel.

As a child in Gaza in the 1950s, I experienced the early results of this policy. Egypt, which then controlled the territory, conducted guerrilla-style operations against Israel from Gaza. My father commanded these operations, carried out by Palestinian fedayeen, Arabic for “self-sacrifice.” Back then, Gaza was already the front line of the Arab jihad against Israel. My father was assassinated by Israeli forces in 1956.

It was in those years that the Arab League started its Palestinian refugee policy. Arab countries implemented special laws designed to make it impossible to integrate the Palestinian refugees from the 1948 Arab war against Israel. Even descendants of Palestinian refugees who are born in another Arab country and live there their entire lives can never gain that country’s passport. Even if they marry a citizen of an Arab country, they cannot become citizens of their spouse’s country. They must remain “Palestinian” even though they may have never set foot in the West Bank or Gaza.

This policy of forcing a Palestinian identity on these people for eternity and condemning them to a miserable life in a refugee camp was designed to perpetuate and exacerbate the Palestinian refugee crisis.

So was the Arab policy of overpopulating Gaza. The United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East, whose main political support comes from Arab countries, encourages high birth rates by rewarding families with many children. Yasser Arafat said the Palestinian woman’s womb was his best weapon.

Arab countries always push for classifying as many Palestinians as possible as “refugees.” As a result, about one-third of the Palestinians in Gaza still live in refugee camps. For 60 years, Palestinians have been used and abused by Arab regimes and Palestinian terrorists in their fight against Israel.

Now it is Hamas, an Islamist terror organization supported by Iran, which is using and abusing Palestinians for this purpose. While Hamas leaders hid in the well-stocked bunkers and tunnels they prepared before they provoked Israel into attacking them, Palestinian civilians were exposed and caught in the deadly crossfire between Hamas and Israeli soldiers.

As a result of 60 years of this Arab policy, Gaza has become a prison camp for 1.5 million Palestinians. Both Israel and Egypt are fearful of terrorist infiltration from Gaza — all the more so since Hamas took over — and have always maintained tight controls over their borders with Gaza. The Palestinians continue to endure hardships because Gaza continues to serve as the launching pad for terror attacks against Israeli citizens. Those attacks come in the form of Hamas missiles that indiscriminately target Israeli kindergartens, homes and businesses.

And Hamas continued these attacks more than two years after Israel withdrew from Gaza in the hope that this step would begin the process of building a Palestinian state, eventually leading to a peaceful, two-state solution to the Israeli-Palestinian conflict. There was no “cycle of violence” then, no justification for anything other than peace and prosperity. But instead, Hamas chose Islamic jihad. Gazans’ and Israelis’ hopes have been met with misery for Palestinians and missiles for Israelis.

Hamas, an Iran proxy, has become a danger not only to Israel, but also to Palestinians as well as to neighboring Arab states, who fear the spread of radical Islam could destabilize their countries.

Arabs claim they love the Palestinian people, but they seem more interested in sacrificing them. If they really loved their Palestinian brethren, they’d pressure Hamas to stop firing missiles at Israel. In the longer term, the Arab world must end the Palestinians’ refugee status and thereby their desire to harm Israel. It’s time for the 22 Arab countries to open their borders and absorb the Palestinians of Gaza who wish to start a new life. It is time for the Arab world to truly help the Palestinians, not use them.

Mrs. Darwish, who grew up in Gaza City and Cairo, is the author, most recently, of “Cruel and Usual Punishment,” (Thomas Nelson, 2009).

4 Comentários

  1. Eduardo, você é bem-vindo, não se preocupe.Vc certamente conhece os argumentos de Israel, como eu conheço os argumentos árabes. Não nos falta, portanto, informação. Não sei o “senso comum”, mas a “grande imprensa” é pró-árabe.Qto à Cuba, é simplesmente a mais longa ditadura das Américas. Em qualidade de vida só perde pro Haiti, se não me engano. Não creio que saúde ou educação funcionem por lá. Também não me espanta q alguém que esteja lá a serviço, ganhando em dólar ou euro goste. Qtoa ao turismo, há o “turismo ideológico” que faz de Cuba uma espécie de “Disneylândia da esquerda”, mas o que prevalece é o turismo sexual, no melhor estilo nordestino. O Alex Castro esteve por lá e escreveu o divertido “Crônicas Cubanas” – simpático à Cuba, mas bem realista.Como disse no começo, vc é bem-vindo: fique à vontade para responder e deixar sua opinião sempre que lhe apetecer.Mas o que entendi é que vc, como eu, tb não tem muito saco para esse tipo de discussão. Acho muito mais iteressante falar sobre literatura do que sobre política.

  2. Infelizmente eu não sou tão otimista quanto você. A idéia de uma federação, ou seja, de um Estado bi-nacional, a meu ver seria a melhor solução, mas acredito que as feridas abertas nesses 60 anos de conflito inviabilizam essa solução, pelo menos num futuro próximo. Chamar Cuba de prisão eu acho que é exagero. Todo mundo que vai pra lá adora. Meu ex-patrão morou lá por 6 anos, enquanto trabalhou na modernização do setor de construção civil. Outros amigos também viveram em Cuba por alguns anos e voltaram encantados. Mas a Ilha tem problemas sim. Falta liberdade de imprensa e para quem quer emigrar, sair da Ilha é muito complicado. Tem como sair legalmente, mas a burocracia é muito grande. Não é só tirar o passaporte como é aqui no Brasil. Os cubanos não contam com a oferta de bens e serviços comuns a países como o nosso, mas o sistema de saúde funciona, não há déficit de moradias e os alunos cubanos tiram as melhores notas da América Latina nas avaliações internacionais, ao lado do Chile.Quanto a Coréia do Norte, aí meu amigo, não tenho muito a dizer, além daquilo que nós dois conhecemos, mas os sul-coreanos não vivem sob ocupação estrangeira. É verdade que muitos países árabes não reconhecem a existência de Israel. Egito, Arábia saudita e Jordânia são alguns dos que reconhecem. É importante dizer que a Autoridade Palestina reconhece a existência de Israel desde 1992 e nunca recebeu qualquer benefício em troca desse reconhecimento. Essa é a origem da ascensão do Hamas. O grupo, que na verdade é partido político e um grupo de resistência à ocupação ao mesmo tempo, ganhou popularidade depois que a Autoridade Palestina aceitou todos as exigências de Israel e em troca não conseguiu nem mesmo melhorar um pouco a situação dos palestinos. O Hamas não reconhece o direito de existência de Israel, mas Israel também não reconhece o direito à existência de um Estado Palestino. Então…Sou historiador, o que não quer dizer m#*%@ nenhuma, mas me dá um ângulo de visão diverso do que tem a maioria das pessoas. Não por que sei mais, e sim porque me informo por fontes que não tem espaço na grande imprensa, menos ainda no senso comum.Admiro Israel, aliás são de Israelenses as vozes que mais têm denunciado a situação palestina, mas neste conflito eu não posso ficar ao lado do país.Peço que não me leve a mal. Gosto muito deste espaço, ao qual continuarei visitando. Também não vou postar comentários como este toda vez que você postar algo sobre o Oriente Médio, o blog é seu, opinião também. Só esta vez gostaria de registrar minha opinião. abraço!

  3. Não, Eduardo, as maiores prisões do mundo são Cuba e Coréia do Norte. Só para dar uma idéia da dificuldade de sair da ilha-cárcere: http://desdecuba.com/generaciony/?p=743E se é para respeitar as decisões da ONU, os países árabes deveriam começar por reconhecer o direito a existência de Israel, o que nunca fizeram desde o reconheciment do estado de Israel pela ONU em 1948. Ao contrário, responderam à decisão da ONU de reconhcer Israel invadindo o país por todos os lados.Aliás, essa a origem da “questão palestina”: http://cafeimpresso.blogspot.com/2009/01/sobre-origem-dos-refugiados-palestinos.htmlApenas Egito e, se não me engano, a Jordânia reconhecem Israel. Na prática, a Autoridade Palestina que governa a Cisjordânia também. Lá a paz tem avançado. Porque não há como negociar com quem nem sequer reconhece a sua existência.Para que se chegar a uma negociação que de fato resulte na solução definitiva 1) os árabes têm de reconhecer o direito a existência de Israel e apoiar a criação de um SEGUNDO estado na região, conforme a decisão da ONU de 48 2) e Israel tem de concordar em RECUAR às fronteiras delineadas originalmente.A longo prazo e sob um olhar otimista, a tendência é a região se tornar uma espécie de federação mais ou menos como a Suiça.

  4. A situação dos palestinos é realmente trágica, especialmente para aqueles que vivem em Gaza, “a maior prisão do mundo”.Se um lado esse povo é vítima da política de limpeza étnica empreendida por Israel, um Estado que infringe todos os tratados sobre guerra e ocupação e desrespeitam as resoluções da ONU que pedem a devolução dos territórios tomados dos palestinos e o retorno dos refugiados. Vários países recusam conceder cidadania a refugiados palestinos, é verdade, mas pior ainda é o não reconhecimento de que eles a raíz desse povo é a Palestina. O Hamas _ e reconheço que o hamas é um problema _ é um dos sintomas da situação palestina, jamais a causa dos problemas.Eu sou cético com relação a solução desse conflito, pelo menos enquanto os EUA continuarem apoiando Israel. A posição da Europa está mudando e a opinião pública deixou de apoiar Israel faz tempo, mas os governos costumam ser mais lentos em tomar uma posição mais clara.Abraço!

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