Raridade livresca

Encontrei sem querer num sebo da Luis de Camões um livro que me é muito caro, porque foi o primeiro que li sobre o Tarot: “Tarô ou a máquina de imaginar”, de Alberto Cousté. E, o mais interessante de tudo: tradução de Ana Cristina César, a escritora de “A teus pés”.

O livro em si  é muito bom e sabê-lo traduzido por Ana C, dá a ele uma aura de intimidade, de coisa partilhada por meio de olhares, gestos e silêncios – um sentimento inevitável depois que se lê “A teus pés”, um ligo em que o confessional se equilibra numa linguagem alusiva, quase cifrada.

Não cheguei a conhecer Ana, mas ela era amiga de uma grande amiga minha, o que reforçou desde sempre essa sensação de proximidade que tenho com ela. Desde a primeira leitura que fiz de seu livro, compartilho de seu “sentimento de mundo” e sua morte, lembro bem do dia, me doeu como se tivesse de fato perdido um amigo.

Encontrei sem querer num sebo da Luis de Camões um livro que me é muito caro, porque foi o primeiro que li sobre o Tarot: “Tarô ou a máquina de imaginar”, de Alberto Cousté. E, o mais interessante de tudo: tradução de Ana Cristina César, a escritora de “A teus pés”.