Descartes, Capoeira e Cabala

Observo a imagem de Adam Kadmon e não posso deixar de pensar na capoeira.

Os (sefiroth) distribuidos pelo corpo de um modo muito preciso, de tal modo que nas colunas da direita e da esquerda elas se fixam nas articulações que geram algo que vou chamar de energia pra os pontos centrais  – que nos extremos operam a ligação, a mútua alimentação do céu e do chão.

(é um organismo, uma máquina, um esquema de transformar energia em informação)

Claro, articulações para gerar algo precisam trabalhar. Capoeira.

Bem, quem operou essas núpcias foi o proprio Salomão ao ir buscar a rainha de Sabá na Etiópia.

Também imediatamente penso no jazz, que sempre me pareceu filho dessas nupcias entre judeus e negros (óbvio que não apenas).

Capoeira e Cabala.

(Seria essa a imagem da Árvore expandida? Haveria então uma imagem da Árvore contraída. E como seria? Os sefiroth da cabeça desceriam para os ombros e estas para as articulações coxo-femurais. Keter, a Coroa, o sefirah do alto, viria até o meio dos olhos e Malkut, o Reino, o último sefirah, subiria de volta para Yesod. É uma hipótese bem interessante, porque essa “Árvore contraída” ou “armada” tem um poder de ação, luta, guerra impressionante)