Juros e dólar

Os juros medem a confiança do credor no devedor. Quanto mais altos os juros, menor a confiança. O Brasil paga os juros mais altos do mundo, sempre pagou. Mas não duvido que, numa relação com os juros americanos (uma vez que juros não são uma medida absoluta, mas relativa), os juros agora sejam dos mais altos de todos os tempos. É só conferir.

Continuando: se o crédito ao Brasil anda tão caro, essa valorização do real só pode ser falsa.
Óbvio: se a moeda fosse forte, o crédito a ela deveria ser barato, não?

Essa valorização é um efeito perverso da atração que os juros altos exercem sobre dólares famintos de remuneração?
Faz sentido. E há as Bolsas. Então seria isto: o dólar vem, se converte em real, compra títulos do governo e ações. O problema será quando esse dólar precisar voltar.

Por outro lado, e se o dólar continuar caindo? Vamos nos “dolarizar”? Ou o dólar se tornará um mico? Não creio.

Minha impressão é que há aquela euforia meio histérica que precede os tombos. Talvez estejam mesmo aquecendo as ações para vendê-las todas de uma vez, levantar um lucro e cair fora.

Deve estar vindo por aí alguma data importante de acerto. Aposto.