Crime hediondo

A venda de crack dissipou (ou deveria dissipar) o resto da aura romântica e rebelde que envolve o tráfico. VENDER CRACK é CRIME HEDIONDO e devia ser tratado assim. Porque o que está sendo vendido é – sem nenhuma controvérsia – PURO VENENO.

Dizer que as outros drogas também são veneno é, nesse caso, um jogo de palavras. Ainda que a COCAÍNA vendida seja cada vez mais misturada com anfetaminas e outros produtos que em comum têm apenas a semelhança e que a maconha receba, além da mistura com outras ervas, tratamanetos com amônia e mesmo urina para ter seu cheiro atenuado, nada se compara ao CRACK. Porque o crack é, em si mesmo, um veneno.

A cocaína e a maconha, como produtos, podem ser de maior ou menor qualidade, a própria cocaína pode se tornar um veneno por conta de suas misturas. Mas o crack, não: por sua composição, além claro, dos efeitos rápidos e devastadores sobre o corpo do sujeito, é veneno por definição.

O sujeito que vende crack é um criminoso desprezível, um genocida do varejo e devia ser tratado como um CRIMINOSO HEDIONDO: pena máxima, nenhuma regalia, sem chance de progressão ou condicional.

Aprovado isso, em pouco tempo o tráfico de crack seria banido pelos próprios criminosos.