“The reality as it is, as it is…”

De volta ao caminho…

Esse é o mantra: “The reality as it is”.

Entendo “realidade” como o presente, aquilo que é a matéria dos sentidos, do corpo. No meu caso, que trabalho com idéias sumamente abstratas, “estar na realidade” significa não me deixar – exatamente sob o pretexto de trabalhar com “objetos abstratos”, não me deixar levar por especulações, devaneios, delírios, divagações sem consistência de futuro.  Ou culpas, arrependimentos, remorsos, mágoas, frustrações, numa contínua reconstrução de eventos cujo maior mérito é ser passado.

É nesse sentido, ou por essa via, que se pode entender a “necessidade de escrever” de que fala quase todo  escritor, anônimo ou famoso. Para alguns, a única maneira de parar a “máquina de fabular” é escrevendo.

E aí, também me ocorre às vezes me pegar dizendo: “Ah! isso eu não quero! Não quero essa escrita catártica, por melhor que ela (a minha) pudesse ser”.

Pois é, parece tão nobre que logo desconfio. Não que me desagrade o pretexto – ainda que me cheire a anos 70, Bretcht, e por aí vai… Mas o que importa – a mim, pessoal e exclusivamente – é a negação pura e simples, a interdição que a frase impõe.

Escreva e pronto. Como o padeiro faz o pão. É o seu ofício.

Venho pensando muito em como usar o Café Impresso como ferramenta do meu ofício – que, é preciso admitir, nunca dispôs de tantos meios de se exercer. Que forma deveria ter o Café para se tornar um instrumento de trabalho – no meu caso de interação com leitores?