Pelo fim da reeleição

Diz O Globo que o PT comemora a desistência de Aécio. Não faz sentido. Sobretudo porque existe o risco de Aécio vir a ser o vice de Serra, “fechando” maioria em São Paulo e Minas, os dois maiores colégios eleitorais.

Eu tenho uma hipótese que “resolve” as eleições de 2010: um pacto pelo fim da reeleição. Se Serra concordar com o acordo, a posição de vice tornaria Aécio o “sucessor natural” de Serra em 2014.

Por outro lado, não seria nem preciso consultar Lula sobre o pacto: ele aderirá “naturalmente”, porque abre-se a porta para o seu retorno em 2014.

Ou seja, da mesma forma como entrou na vida política brasileira, a reeleição saírá: pelas mãos (sempre úmidas de suor) do oportunismo.

Talvez como Sarney no passado, Serra “exija” uma compensação pela perda dos 4 anos de uma possível reeleição: a prorrogação do seu mandato para 5 anos – que certamente seria a “nova” duração do mandato dos Executivos, como o fim da reeleição. Ponho “nova” entre parenteses porque “5 anos sem reeleição” sempre foi a duração do mandato presidencial no Brasil.

A vantagem dessa prorrogação seria produzir a descoincidência das eleições legislativas e executivas, outro fator que contribuiria para a “harmonização” da vida política e partidária, porque abre alternativas aos derrotados, porque diminui o intervalo entre eleições.

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