Honestidade, ousadia e independência

Por conta de um post da minha querida Celina Portocarrero no Facebook, acabei visitando o blog do José Castello em O Globo. Li pouca coisa dele, mas gostei de tudo que li. Mas num texto sobre “três princípios para uma revista cultural”, ele escreve: “Quantos bons livros lemos com dedicação, reconhecemos sua importância, até indicamos aos amigos, mas(…) não provocam em nós aquela vontade irresistível de gritar: “uau!”?”.

Não resisti a deixar o seguinte comentário (mas recomendo que se leia o texto todo do Castello, antes de seguir adiante: clique aqui):

Então por que recomenda aos amigos e – mais facilmente, presumo – a nós leitores? Pois é, não é estranho que ninguém tenha lembrado da “honestidade” entre os princípios. Mas como seria possível se a cultura está subordinada a academia, que, por sua vez, está subordinada à política? Como encobrir a inconsistência intelectual sem ser desonesto? Como ser honesto sem ser livre de subordinações e compromissos? Sem falar no materialismo xinfrim dominante, que faz vc quase pedir perdão por falar em alma espírito, etc. Princípios? Honestidade, ousadia e independência. Quem topa?