O que havia sob os corações cor-de-rosa

… todo mundo me pergunta que presente se escondia embaixo dos balões cor-de-rosa em forma de coração espalhados sobre a cama… Ah! Que trabalho me deu encher aqueles balões. Certamente, deve existir máquina de encher balão. Acho que vou comprar uma e ficar na rua vendendo balões. Tanto dos que voam quanto desses que se espalham pelo chão. Meu projet metafísico será encher as casas de balões, aéreos e terrestres, e assim mudar o mundo. Creio mesmo que logo estarei vendendo também velas e flores e então será uma revolução – no mundo e na minha vida.

Conto isso porque sempre desconverso sobre o presente. Porque eu mesmo não sei o que ele é, pois é algo que se pode olhar de muitos modos, pois tanto aponta para o passado como para o futuro, e no presente, parece imune ao tempo.

Sim, talvez seja isso que ele quer dizer (como todo presente): “somos imunes ao tempo”.  É uma esperança, um desejo, uma obra: ver que o presente sempre está aqui, ver que o presente é imune ao tempo. Assim como o amor.

(Para entender melhor, leiatambém está crônica clicando aqui)