esboço de poema

Entrega-te à vida.
Não espera de ti nada de grandioso.
Contenta-te em não ser mesquinho.
Traze sempre o bolso cheio de esmolas
porque sempre haverá pelo caminho quem te estenda a mão.
Dá – sem pesar merecimentos: julgados e perdoados já foram todos, dizem.
Agora apenas esperamos, na solidão, o esquecimento.

Aprende a dizer sim. Mas sem medo. Ou não será sim.
Que seja assim:
“que teu sim seja e
e que teu não seja ou”.

(E não te preocupes com o fim)