que sofrimento!

Não houve um drible. No segundo tempo, os jogadores ficaram bem uns 15 minutos sem dar um mísero drible. Como um time pode querer ganhar sem dar um drible?

Ninguém pega a bola no meio, encara o gol adversário e avança. Avança! Se precisar, sabe driblar – um, dois. E aí abre o jogo: ou para as laterais, ou para frente. Elementar. Ninguém faz isso no Dunguistão. É uma completa anemia de drible. Só bola para os lados.

Por que não colocam logo o Maicon no meio? Entra, sei lá, o Gilberto na lateral direita.

Só pra dar uma idéia do que foi o segundo tempo: a única jogada de ataque foi uma cabeçada do… Lúcio. Lúcio é zagueiro. Aliás, Lúcio foi o único jogador que pegou a bola e avançou pelo meio arriscando um drible.

Por tudo isso, quando eu digo que foi um sofrimento, quero dizer exatamente isso: um sofrimento. É um sofrimento ver o Dunguistão jogar. Tem horas que parece pesadelo, filme de terror. E o Dunga esbravejando na beira do gramado virou uma atração à parte.

(E Robinho, não jogou, por quê?)