pelé, o incomparável

É meio bobo isso, mas esse cliping me emocionou. Pelé me emociona. Aliás, Pelé é o único autógrafo que eu me arrependo de não ter pedido. Lembro até hoje: eu estava entrando no Real Astória por aquela entrada da frente, que tinha um toldo e dava direto no restaurante, e Pelé vinha saindo. Cruzei com ele e disse: “Oi, Pelé!” e ele me respondeu com um “E aí, tudo bem?” ou algo assim, como se a gente fosse vizinho ou conhecido de bar. Juro, havia um calor de intimidade sincero e honesto naquela saudação que ele devia repetir dezenas de vezes todos os dias. Mas havia calor, como se de fato – e esse é o mistério de ser Pelé – houvesse entre mim e ele algum laço. E, claro, eu e Pelé sabemos que há. Um misterioso laço que ata Pelé a alma de cada brasileiro, a ponto de talvez um dia ser preciso reescrever nossa história, a espiritual ao menos. Então, quando perguntarem aos nossos netos “Quem descobriu o Brasil?”, eles responderão sem titubear: “Pelé”.

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Pra fechar, escrevo o que vivo dizendo: no século 20 e provavelmente por mais 1oo anos, só um atleta pode ser comparado a Pelé: Michael Jordan. O resto é corte.