a esperança, a flor e o peixe

Eu acabara de dizer q o critério mais imparcial que eu conheço para distinguir as pessoas ainda é o dinheiro quando um cara me ofereceu uma esperança estilizada que ele fizera de tiras de uma folha verde, maleável mas resistente e disse q eu pagasse o que quisesse: “dois reais? um? 50 centavos? dez?Nada? O senhor é que sabe…” e enquanto isso tecia em frente aos meus olhos uma flor onde depois espetou a esperança e me deu. E como eu lhe desse dez reais, me presenteou com um peixe suspenso no ar. E delicadamente esqueceu uma outra flor que trazia de mostruário. Um menino baiano de Porto Seguro, os olhos brilhavam a inocência quase demente de quem faz de si mesmo sua arte. Sem saber, ele era a resposta a tudo que se conversava naquela mesa. E ele era era mais do que tudo somado. Ele era. Como Deus.

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