kant e a tirania

A grande tolice do idealismo kantiano é perceber cada ser, cada consciencia, como “um universo inteiro”, uma visão edulcorada do solipsismo – que em descartes é um momento, um êxtase da consciência reconhecendo sua autonomia – mas em kant, filtrada pelo germanismo, já se torna um apartamento, que logo conduzirá ao romantismo e ao niilismo.

Esaa autonomia da consciencia obriga a que qualquer ciencia q se pretenda sobre o homem o considere essencialmente como individuo, como singularidade – jamais como classe ou qualquer outra entidade supraindividual.

Mas jamais, por outro lado, como um universo apartada de outros universos, algo que se basta por si e inacessível a si mesmo.

O homem está em um universo e que ele tenha consciência disso é um mistério. Em nossa singuralidade, somos materialmente infimos e finitos, mas espiritualmente temos acesso ao infinito que toma depois diversas formas: matematica, musica, filosofia, todas as diferentes expressão desse sentido do infinito proprio da consciencia.

(Eu acho engraçadissimo que Immanuel Kant posso se reduzir a I. Kant, o que em inglês soa como “I can’t”. Por conta dessas coincidências é que me pergunto às vezes se nome é destino.)