estado de vigília

“Pode dar-se o caso de que por vezes a inteligência roce, como que por acaso, a fronteira dessas regiões selvagens. Aí põe em movimento, durante uma fracção de segundo, as máquinas superiores de que distingue confusamente o ruído. É a minha história da “relavote”, são todos esses fenómenos ditos “parapsicológicos” cuja existência tanto nos perturba, são esses extraordinários e raros fachos iluminativos, um, dois ou três, que a maior parte das pessoas sensitivas sentem no decorrer da vida, e sobretudo nas mais tenras idades.

Transpor essa fronteira (ou, como dizem os textos tradicionais: “entrar no estado de vigília”) provoca um benefício muito maior e não parece ser obra do acaso.

Tudo leva a pensar que essa ultrapassagem exige a reunião e a orientação de um enorme número de forças, exteriores e interiores. Não é absurdo supor que essas forças estão à nossa disposição. Simplesmente, falta-nos o método. Também nos faltava o método, há pouco tempo, para libertar a energia nuclear.

Mas talvez essas forças estejam apenas à nossa disposição no caso de nós comprometermos, para as captar, a totalidade da nossa existência. Os ascetas, os santos, os taumaturgos, os videntes, os poetas e os sábios de génio não dizem outra coisa. E é o que escreve William Temple, moderno poeta americano: “Nenhuma revelação especial é possível se a própria existência não for um instrumento de revelação”.”

Pawels e Bergier, O Despertar dos Mágicos 

3 Comentários

  1. COrreção deste trecho

    Erro: Fora que esse medo que, muitas vezes, se confunde com síndrome do pânico ou patalogias catalogadas

    Correto: Fora que essas manifestações , por virem acompanhadas, algumas vezes, por sentimento de medo, podem levar o sujeito dessas percepções a buscar ajuda num médico. E aí ver/ter sua percepção em vez de acolhida, catalogada como doença psíquica, ou psicológica( síndromes, etc). Não serão ( aí, nesse caso) doenças, mas tratadas como se fossem. Isso encolherá o sujeito para todas essas sensibilidades.

  2. Esses fenômenos parapsicológicos devem ser cultivados com método. Ocorre que, no cotidiano ( talvez nem se deva ao o cotidiano, este, tão abençoado por Adélia Prado, num vídeo lá* no Y Tube), a correria, ou até mesmo, a educação que nos molda para o mais pragmático… tudo isso coopera para a dispersão- ou morte- dessas percepções.
    Um medo de se perder, de perder a chance do pódium da sociedade competitiva (e meritocrática) nos leva a deixar passar ”batidas” e -até mesmo evitar- essas percepções. Pensamos: de que me valerão? Fora que esse medo que, muitas vezes, se confunde com síndrome do pânico ou patalogias catalogadas.
    Graças a Deus, tenho me conduzido bem e deixadas abertas mil janelas pra essas intuições. Mas por um método tirado de muita dor. Vale a pena.

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