The Human Abstract

Pity would be no more
If we did not make somebody Poor;
And Mercy no more could be
If all were as happy as we.

And mutual fear brings peace,
Till the selfish loves increase:
Then Cruelty knits a snare,
And spreads his baits with care.

He sits down with holy fears,
And waters the grounds with tears;
Then Humility takes its root
Underneath his foot.

Soon spreads the dismal shade
Of Mystery over his head;
And the Catterpiller and Fly
Feed on the Mystery.

And it bears the fruit of Deceit,
Ruddy and sweet to eat;
And the Raven his nest has made
In its thickest shade.

The Gods of the earth and sea
Sought thro’ Nature to find this Tree;
But their search was all in vain:
There grows one in the Human Brain.

William Blake

1 Comentário

  1. A tradução desse poema é muito mais complicada do que aparenta – ao menos, para mim. E seu sentido, ainda mais complexo – porque aparentemente se relaciona com a alquimia e seus processos.

    Uma pergunta ao leitor eventual que por aqui passe: quem é que “sits down with holy fears,And waters the grounds with tears”? É a Crueldade “antropomorfizada” ou alguém – o autor ou um humano qualquer?

    Ou melhor até: aquele que senta e chora, chora pela crueldade alheia ou pela própria, num súbito e tardio surto de autoconsciência?

    Eu prefiro essa hipótese, síntese das duas anteirores, pq aponta na direção de uma autosuperação dolorosa, quem envolve perda, solidão, espera.

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