4 Comentários

  1. Aproveitando Drummond ou, melhor:a poesia, queria te apresentar Olga Orozco, alguém que vc nao pode nao conhecer.
    Deixo aqui um trecho, na nossa língua claro (a da Olga e a minha)para te tentar na leitura dela:

    “Mi solidaridad se manifiesta sobre todo por el contagio: padezco de paredes agrietadas, de árbol abatido, de perro muerto, de procesión de antorchas y hasta de flor que crece en el patíbulo. Pero mi peste pertinaz es la palabra. Me punza, me retuerce, me inflama, me desangra, me aniquila….”

  2. Como eu gosto de Drummond e como gosto dele ainda mais num contraponto íntimo que crio entre ele e Pessoa. O Pessoa largo, vasto, sentimental e pessimista contrasta em mim com esse Drummond econômico, duro (não no uso das palavras, mas dos sentimentos), quase fechado, avesso aos sentimentalismos vários, que faz dos eventuais vanguardismos um forma de ironia. Em mim, contrastam – e toda a minha vida tem sido um esfroço para harmonizar essas duas solidões – o Drummond de “Meus ombros suportam o mundo” e o Pessoa de “Tabacaria”.

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