acreditar

“Imaginava as palavras se espalhando pela cidade junto com o sol até chegar à janela dela e tomar seu quarto sem cerimônia. E então ela despertará da tirania de um estranho sonho que lhe entorpecia a alma e roubava parte do vigor e da alegria. Era isso! Despertar para o sim e para o agora. Despertar o corpo sob a alma adormecida. Despertar. Como explicar que não há culpa quando se está dormindo? Como explicar que não há culpa quando se está desperto? Como explicar que não há culpa e que não importa o passado, porque o passado é sempre a precária escada que usamos para chegar até aqui, até agora – que é sempre só o que existe? Como explicar? Para que explicar? Basta esse sol na praia quase vazia e os versos de Walt Whitman. Basta acreditar que merecemos.” [clique para ler mais]