florices

Florice é um nome lindo. Pena que não exista. Com dois esses, “florisse” é o pretérito imperfeito do subjuntivo do verbo florir. Assim com c, “florice” é palavra que não existe, algo que equivaleria à bobice, que é coisa de gente boba, ou tolice, que é coisa de gente tola. Então florice seria coisa de gente flor.

E tem gente que é flor.  Em tempo integral. E digo mais: ninguém escapa de ser flor às vezes – como não escapa de ser bobo ou tolo.   Eu mesmo –  tão gérbero, tão bromélio – sempre descubro um pouco de flor em todo mundo.

Fica a sugestão para quem não sabe que nome dar ao filho que está por vir: se for menina, Florice. Se for menino, Florício. E se ainda existirem cristãos-novos procurando sobrenomes de família associados à Natureza, sugiro Bromélio. Veja que lindo:  Florice Bromélio.

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Abro o livro que estou lendo na página marcada e, procurando a linha onde parei, dou de cara com esta frase:

“O amor age onde quer que se encontre. Ele é vocação de todos e não é prerrogativa de ninguém.”

Flori!

E o que tem flor a ver com amor? – perguntará o leitor coerente.  Rimam.

Então, mora na filosofia: por que não rimar amor e flor?