a bailarina

Na precária corda que antes sustentava um cenário idílico mas dolorosamente gasto, a trapezista arrisca seus primeiros passos de bailarina. Indiferente à vida virada ao avesso, ela avança, elegante e concentrada. A experiência do trapézio há de preencher a solidão dessa nova travessia. Não há mais a ilusão de quedas monumentais, nem de alguém que lhe ofereça a mão do outro lado. É um solo, mas ela não está sozinha: uma legião de anjos nutre-se de sua fé e tornam o ar mais seguro do que o chão – sem que isso lhe diminua a emoção ou o mérito.

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