Egon Schiele

“Mas consideremos o problema do inferno eterno não do ponto de vista da quantidade (o que é absurdo, pois na eternidade o tempo não existe), mas do ponto de vista da qualidade. Como fica então o problema?

Eis a resposta a que chegamos quando abandonamos a correlação quantitativa entre o tempo e a eternidade: quem penetra na região da eternidade sem uma gota de amor entra no inferno eterno. Porque viver sem amor é viver no inferno. E viver sem amor na região da eternidade é viver no inferno eterno.

“O inferno é o estado da alma que é incapaz de sair de si mesma, centrada completamente em si mesma, é o sombrio e mau isolamento, isto é, a incapacidade final de amar.” diz N.A. Berdiaieff em The Destiny of Man.

Este estado subjetivo da alma não é nem longo nem breve, mas tão intenso quanto a eternidade. (…) A região da eternidade é a da intensidade que ultrapassa as medidas de quantidade que tiramos do tempo e do espaço. A eternidade não é duração de comprimento infinito, mas a intensidade da qualidade…”

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O desenho é de Egon Schiele e o trecho citado do livro “Meditações sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô”, de Valentin Tomberg.

4 Comentários

  1. Não dei o crédito da citação. É de um livro que vc tem que ler: Meditações sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô. Procurei o título em espanhol, não encontrei. Mas certamente existe uma versão em espanhol. Depois encontro. beijo

  2. “A região da eternidade é a da intensidade que ultrapassa as medidas de quantidade que tiramos do tempo e do espaço.A eternidade não é duração de comprimento infinito, mas a intensidade da qualidade…”

    É isso.

  3. In his little “introductory” book Love Alone [Sheed & Ward], Balthasar showed how his major works were a way of placing at the centre of theology the simple fact that “God is love” (1 John 4:8). Love, correctly understood in its full cosmic and personal meaning, is itself the Glory of God; it is the essence of Truth, Beauty and Goodness. The whole history of civilization can therefore be read as a history of what we have done and failed to do in relation to the call of divine love within our being and the being of the world.

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