a força da vida

Do galpão que desde antes de eu nascer havia ao lado do prédio onde moro restou um terreno de terra revirada. No entanto, como que do nada, na paisagem desolada, brotaram, silenciosas e obstinadas, umas plantas que, sob a ação do sol, do ar, da chuva, já se tornaram pequenos arbustos, dispersos entre poças d’água parada cheias de limo, terra ruim e pedaços de concreto e pedra. Nesse cenário de ruína e morte – onde reina uma paz como nunca antes – a vida de novo se insinua, sem alarde, avançando sempre, com sua força indomável e comovente.