correção

Não era um oiti a árvore que caiu no Largo do Machado dia desses, como eu cheguei a escrever.

Era uma figueira. Mais exatamente uma ficus religiosa, assim chamada porque suas folhas têm a forma de coração, me conta, com lágrima nos olhos, Marly, professora de botânica, ainda triste com o destino da árvore do Largo do Machado.

Não são árvores nativas da América, foram trazidas para cá por Auguste François Marie Glaziou, paisagista francês contratado por Dom Pedro II para embelezar o Rio com seus jardins. Na internet, descubro que foi sob uma ficus religiosa que Sidharta Gautama tornou-se Buda. Ganhei há anos uma folha dessa árvore, que está lá até hoje, e a guardo com carinho. As figueiras de fato duram séculos. Essa que caiu, Marly me diz, devia ter pelo menos uns 150 anos.

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