lua de são jorge

Uma noite de São Jorge com lua cheia me sabe como um presente inesperado. Não sei se já está completa a lua, mas contra seu fundo exultante vejo os nítidos contornos do santo de minha devoção que também trago gravados em meu coração desde menino. “Você é filho de São Jorge”, me diziam num tom que me soava carregado de respeito e assombro – justíssimos, pois lá estava na lua impresso o seu brasão, a incontornável e permanente luta do santo contra o dragão, do bem e do mal que cedo senti haver em mim e em tudo mais. E na lua tatuada estava o santo a me lembrar da luta e de sua proteção: era preciso ser bom. Era preciso lutar para ser bom.