Vozes

Engraçada essa experiência de trocar a crônica pela ficção em forma de capítulos de folhetins. Além dos personagens de As Sereias de Copacabana, outros, de outras histórias, passaram a “frequentar” minha mente, que anda mais movimentada do que centro espírita. “Ouço vozes”…  E como falam esses personagens.

Chego a pensar que exista mesmo um “outro mundo” habitado por personagens, “gente” que por força da imaginação criadora de ficcionistas, acabaram ganhando alguma “forma de vida”.

Fora, por exemplo, um Hamlet, que de tão “encarnado” e comentado, talvez já tenha mesmo virado um espírito humano…

Jacques Resch

CAPA

CONTRACAPA

Outra descoberta em Século Prodigioso: Jacques Resch.

Asher, Dali, Frida Kallo, Bosh, as capas de Emerson, Lake & Palmer e a estética de Alien e Mad Max – eis algumaas presenças que saltam aos olhos quando se observa a obra de Jacques Resch (clique para vistar o site do artista)

O onirismo de Resch é de pesadelo, de sonho ruim de criança, entre o assustardor e o cômico. Contrasta com dos sensuais devaneios de Bruno di Maio.

O quadro escolhido para a capa distoa do conjunto da obra exposta no site do autor. É possível ver outra influência dele, muito sutil, se quisermos: o duaneiro Rosseau – mas um Rosseau azul, veja que graça. Me ocorreu também outra refer~encia cinematográfica: O Show de Truman.