Epifania

Fui à praia ontem à noite. Tenho que fazer uma crônica com as coincidências que culminaram comigo entregando uma rosa branca para Iemanjá – exatamente como eu queria – sem quase precisar ter feito nada além de sinceramente viver…

Claro que vou hoje de novo, nem tanto atrás do “festim antigo”, mas para cultivar esse prazer novo – mas que sempre esteve aí, ao alcance das mãos e dos olhos – que é a praia à noite…

Dia de Iemanjá

Todo dia 2 de fevereiro insisto na idéia de que a festa de Iemanjá aqui no Rio deveria passar para esse dia, para coincidir com a festa baiana, uma vez que a estupidez do César Maia transformou o que era a mais bela festa popular carioca naquela monotonia espalhafatosa dos fogos – sempre iguais todo ano em todo o mundo.

Este ano, para comemorar, achei no You Tube este canto de louvor a Iemanjá, lindíssimo. Quem souber dizer mais sobre esse cantos, por favor, deixe uma palavra nos comentários.

Mais um Dalí

CAPA

CONTRACAPA
Mais um Dalí, minha “paixão madura”, junto com Magritte e Hopper.

Esse quadro me é especialmente caro porque é a capa de um caderno-diário de páginas sem pauta, por isso delicioso de se escrever nele, que ganhei (acho que de você, Mônica) num momento muito especial da minha vida, em que escrever a mão minhas impressões cotidianas se tornara peça importante de um processo terapêutico.

É difícil para quem escreve literariamente (bom ou mau escritor, pequeno ou grande, jornalista, acadêmico, poeta ou prosador) escrever simplesmente sobre si mesmo. É difícl para quem escreve, digo, livrar-se da literatura, do “estilo”. Suponho que foi TAMBÉM nesse sentido que Pessoa escreveu:

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente. (Clique para ler o poema inteiro)

“Livrar-se da literatura” é o primeiro passo em direção à verdade, a “verdade de cada um”, que é o fim último de toda literatura.