Sobre a política

Tenho pensado em me disciplinar para a cada dia da semana escrever sobre um tema. A crônica ocuparia as segundas e, nos outros dias escrevia, por exemplo, sobre internet, política, literatura, filosofia e programas de computador. É ainda uma idéia. Veremos…

Sobre política, vinha pensando pela rua que nos falta – a eleitores e eleitos – grandeza.
O que é grandeza? A mistura de imaginação e generosidade.
Por que não experimentamos algumas propostas antes de adotá-las em definitivo?
As tais reformas trabalhistas, por exemplo. Por que, em política, não se pode fazer experiências?
Por outro lado, essa crença brasileira na política me parece uma espécie de totemismo.

Anicca, a lei suprema

A lei suprema não é o kharma, a infindável teia de causas e efeitos que gera as sucessivas encarnações marcadas por sofrimento e limitação. A lei suprema é anicca, impermanência, o exato oposto do kharma.

O kharma existe enquanto não aceitamos a impermanência, a condição finita de todas as coisas mundanas, preço que pagamos pela experiência da singularidade. Só podemos viver a experiência de sermos únicos e singulares enquanto seres finitos. Só Deus, por princípio, pode ser simultaneamente singular e infinito. Se a genuína aceitação de anicca (impermanência) nos conduzirá a alguma nova condição de vida singular – a construção de uma alma singular, como parece ser a promessa de Cristo – é uma especulação que só nos atrapalhará na difícilima tarefa de aceitar e vivenciar anicca para superar a condição egoista que nos escraviza ao kharma.

Há nisso um grande koan, aparentemente paradoxal: o kharma existe e não existe. Existe, como ilusão negativa do ego, como sua crença mais fundamental: se isto então aquilo. Não existe – ou melhor, se dissolve – quando a lei suprema da impermanência é encarnada definitivamente em uma vida.

Buda e os professores de Vipassana insistem que os alunos abandonem as especulações e se dediquem com empenho e disciplina à pratica da meditação. Essencialmente, estão nos dizendo sempre uma mesma coisa: “Vivam o presente”. Eles insistem que fixemos nossa atenção no presente, no imediatamente dado, na única realidade a que temos acesso que é aquela que se identifica com as sensações do corpo.

De fato, o presente identifica-se com o sensível – do mesmo modo que a memória se identifica com o passado e a imaginação com o futuro, numa redução ideal das faculdades que constituem a consciência.O presente é o corpo, enfim.

Só o corpo e o silêncio nos pertencem genuinamente. Pois até as palavras nos são emprestadas.

Mais um motivo pra vocês me amarem…

A Rozana me passou como um presente e eu partilho com vocês.
Curtam bastante!

A day in life
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all my loving
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All you need is love
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From me to you
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I am a loser
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I feel fine
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I saw her standing there
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It wont be long
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Love me do
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Nowhere man live munich
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She loves you
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The end
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We can work it out
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Yer blues
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The ballad of john and yoko
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Day tripper
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Free as a bird
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Help!
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Hey bulldog
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In my life
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Lady madona
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Paperback writer
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Penny lane
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Rain
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Revolution
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Something
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Strawberry fields forever
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Twist and shout
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Real love
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A hard day’s night
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All together now
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All you need is love
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And i love her
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Another girl
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Blue jay way
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Can’t buy me love
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Dig a pony
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Eleanor rigby
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Flying
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Get back
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Hello goodbye
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Help!
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Hey jude
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I am the walrus
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I got a feeling
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I need you
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I should have know better
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If I fell
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I’m happy just to dance with you
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It’s all too much
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Let it be
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The long and winding road
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Lucy in the sky with diamonds
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Magical mystery tour
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Nowhere man
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One after 909
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Only a northern song
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She loves you
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The fool on the hill
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The night before
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The two of us
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Ticket to ride
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When i’m sixty-four
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You got to hide your love away
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Your mother should know
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Faça você mesmo

Para quem gosta de Teorias de Conspiração, encontrei o genuino Tabajara’s Conspiracy Theory Generator! Dê um pulo lá e crie você mesmo a SUA teoria de conspiração!

Seguem dois rápidos exemplos de teorias criadas por mim com a ajuda do TCTG:

“The UFO sitings over São Paulo are actually mass hallucinations engineered by FHC to make Lula and other enemies of Opus Dei think they are not alone. In the ensuing paranoia, FHC and Opus Dei plan to impedir a reeleição. If you see UFOs, close your eyes – it’s all a trick. Meanwhile, a special task force led by Mino Carta is being set up to tackle the problem. “

“Obviously FHC is carrying out a covert war against the armies of Lula in São Paulo. Very soon Opus Dei, who is currently only supplying weapons to FHC, will join in. PT has a number of nuclear devices hidden in Brasil which Opus Dei is trying to steal to help win the war and impedir a reeleição. We must help Mino Carta to stop them, or we are all doomed!

Precisa imprecisão

Luis de Camões (1524-1580), in “Busque Amor novas artes, novo engenho”:

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.

Na minha modesta mitologia, Camões inaugura com estes versos o Eu moderno.
Talvez tivesse sido melhor publicar o poema todo, um longo poema de amor onde Camões lamenta a perda da amada, morta prematuramente.
Mas, de súbito, em meio à justa lamentação do apaixonado em face do irremediável, eis que ele se desvia para uma dor ainda mais funda e enigmática; um mal, certamente, mas indefinível.

Que nome dar a isso, afinal? Angústia? Talvez, mas ainda assim me parece pouco. Nome propriamente não há: a coisa se define exatamente por ser inominável – e nisso reside a preciosa precisão do poeta. Mas se insistirmos em chamá-la de angústia, haveria de acrescentar “metafísica”. Angústia metafísica.

Uma angústia sem objeto visível, central e vasta que parece nos acompanhar desde antes da origem ou, ao menos, anterior às palavras e, talvez por isso mesmo, sua fonte essencial: as palavras jorram do inominável cerne – e com elas busco ao menos circunscrevê-lo, delimitá-lo para que não ocupe a alma e o mundo.