A escalada russa ou os quatro cavaleiros do Apocalipse

Ainda sobre o assassinato do dissidente russo em plena Londres, destaque para este trecho do último artigo de Daniel Pipes:

“Kremlin age agora ousadamente, a céu aberto, para que todos os russos compreendam. É um caso de terrorismo. Uma amostra de como incutir medo. Escritores estão sendo mortos, e agora desertores do serviço secreto estão sob a mira. As cartas finais estão sendo jogadas, e a imprensa internacional, o público e muitos políticos não estão entendendo absolutamente nada.”

É exatamente o que eu vejo: uma tremenda e intimidadora demonstração de força.

Acho a ação da China muito ambígua. A China talvez seja uma incógnita para si mesma. Em compensação, Putin, Chavez, Ahmadinejad, Kim Jong-il (Rússia, Venezuela, Irã e Coréia do Norte) são quatro ditaduras consolidadas e cada vez mais unidas no propósito algo anacrônico de “derrotar o Ocidente”. Se sincronizarem suas ações e atacarem juntos na Europa, América Latina, Oriente Médio e Ásia a situação pode se complicar para os EUA, a Europa e Israel.

Para quem anda atrás de uma ética

Mensagem de Chico Xavier

Nasceste no lar que precisavas, vestiste o corpo físico que merecias, moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.

Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização. Teus parentes, amigos são as almas que atraíste, com tua própria afinidade. Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.

Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos e atitudes.
São as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivência.

Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta.
Busca o bem e viverás melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um Novo Fim.

Crônica de uma morte anunciada

Desculpem a originalidade do título, mas o assassinato do dissidente russo Alexander Litvinenko foi de fato uma morte anunciada pelo próprio, cuja autoria atribuiu a ninguém menos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O assassinato aconteceu em Londres, nas barbas do serviço secreto de um país em guerra com o Iraque e o terrorismo. Ou seja: é um fato gravíssimo, uma violação de território, algo que em situações mais delicadas pode ser interpretado como uma declaração de guerra.

Provavelmente não será visto assim pelo governo britânico. Mas é preciso estar atento. Putin tem relações no mínimo ambíguas com o Irã, foi solidário a Saddam Hussein e não é absurdo presumir que os laços soviéticos com o terrorismo palestino permaneçam.

Privatização já!

Se alguém precisa de argumentos para defender a privatização da petrobras, por exemplo, basta ler a extensa matéria publicada por O Globo, ediçã de domingo, 19/11/06. É uma vergonha. De agosto do ano passado a outubro deste ano, foram 735 contratos e convênios sem licitação com ONGs suspeitíssimas, a maioria aliadas do PT e do governo, num total de 263 milhões de reais. Algo em torno de 120 milhões dólares!

Se a CPI das ONGs sair mesmo, como andou se anunciando, iremos descobrir, claro, que isso é apenas uma “amostragem” de um escãndalo que promete fazer do mensalão uma ninharia.

Sobre o diploma de jornalismo

Em plena era do autodidatismo digital, quando qualquer um munido de micro e banda larga é capaz de se educar, a “inteligência caduca” luta por cotas e diplomas. A mesma “inteligência”, aliás, que fala em “democratização dos meios de comunicação”.

A vocação do Brasil para o atraso é impressionante. Acho q foi o Nelson Rodirgues quem disse q subdesenvolvimento não se improvisa: é obra de séculos.

Ainda sobre o caso Sader

Insisto: para ser professor, dois requisitos são necessários (ou seja, a ausência de um desqualifica o sujeito para a função): amor à verdade e a capacidade de reconhece-la.
Quem leu o texto de Sader não tem como negar que ele interpretou a palavra “raça” do jeito errado. A frase de Bornhausen nada tinha de hermética: “Vamos nos livrar dessas raça por trinta anos”.

Enfim, ou Sader é burro ou mau caráter. De um jeito ou de outro não pode ser professor numa entidade pública, isto é, sustentada pelos impostos dos eleitores.
Se alguma entidade particular ou estrangeira (que tal Cuba, onde Che Guevara é estudado como se fosse filósofo, algo assim como um Santo Agostinho da Revolução?) é problema de quem paga.

Fora isso, o texto é deliberadamente injurioso. As pessoas fingem confundir liberdade de expressão com impunidade de expressão. Digo, fingem pq o PT hj é uma indústria de processos contra jornalistas, articulistas e todo mundo que ouse criticá-los. A lista é grande, mas dela constam Diogo Mainardi, Ipojuca Pontes, Olavo Carvalho e por aí vai…
Tarso Genro, por exemplo, se dá ao luxo de processar seus críticos usando recursos públicos.

Sobre a sentença dada a Emir Sader

Há duas condições essenciais para um sujeito ser professor: o amor à verdade e a capacidade de reconhecê-la. Pela interpretação que dá ao uso do termo “raça”, ou Emir Sader não tem amor à verdade ou é incapaz de reconhecê-la. Logo, não pode ser professor, ao menos numa instituição pública.
Sob o ponto de vista, digamos, “estético”, por muito menos do que ele escreveu, petistas como Tarso Genro e Marco Aurélio Garcia estão processando jornalistas.

Ao dizer “A gente vai se ver livre desta raça, por, pelo menos, 30 anos”, Bornhausen escorregou no estilo e no profetismo.
Mas a interpretação que Emir Sader dá à declaração atesta burrice ou falta de caráter. Além de ser, de fato, injuriosa. Leia e tire suas conclusões.

Sobre a política

Tenho pensado em me disciplinar para a cada dia da semana escrever sobre um tema. A crônica ocuparia as segundas e, nos outros dias escrevia, por exemplo, sobre internet, política, literatura, filosofia e programas de computador. É ainda uma idéia. Veremos…

Sobre política, vinha pensando pela rua que nos falta – a eleitores e eleitos – grandeza.
O que é grandeza? A mistura de imaginação e generosidade.
Por que não experimentamos algumas propostas antes de adotá-las em definitivo?
As tais reformas trabalhistas, por exemplo. Por que, em política, não se pode fazer experiências?
Por outro lado, essa crença brasileira na política me parece uma espécie de totemismo.