Sobre nuvens e ventos

“Estas nuvens solitárias só existem em vastos planaltos, planícies ou baixadas. Onde existem morros, também existem, mas são menos comuns e não podem ser facilimente avistadas, por motivos óbvios, como os próprios
morros e os prédios altos das grandes cidades.

Carlos Newton (geógrafo de plantão, na ausência do prof. Milton Santos)

Sobre gaivotas e ventos

“Por falar em gaivotas, já impressionei muita gente nem tão boba, com uma visão que havia tido de que naquele dia, na ponte encontraria várias gaivotas planando, (até aí tudo bem) alinhadas sobre o parapeito voltado para barra da baía. Todas do mesmo lado.
Em mais de 90% dos dias o vento entra da barra pra dentro da baía, tanto é que quase sempre os aviões decolam e pousam de bico para o Pão de Açucar. O vento que vem de fora, bate no costado da Ponte e gera uma ascendente que garante o planeio das bichas. De um lado é ascendente, do outro forma o que os voadores de asas chamam de buraco.
Na próxima vez que vier a Niterói, comente com seus companheiros a sua visão, que dificilmente falha.”

Moacyr Bogado

Pé na jaca


E por falar em pé: “O dólar baixo, a carga tributária e a concorrência chinesa continuam fazendo estragos na indústria calçadista brasileira. Depois de a tradicional Samello ter atrasado salários, demitido a maioria dos seus funcionários e entrado com pedido de recuperação judicial (uma espécie de concordata) em Franca (SP) , a Azaléia demitiu 234 dos 280 funcionários de sua unidade em Itaporanga D’Ajuda, na região centro-sul do Sergipe.”

A escalada russa ou os quatro cavaleiros do Apocalipse

Ainda sobre o assassinato do dissidente russo em plena Londres, destaque para este trecho do último artigo de Daniel Pipes:

“Kremlin age agora ousadamente, a céu aberto, para que todos os russos compreendam. É um caso de terrorismo. Uma amostra de como incutir medo. Escritores estão sendo mortos, e agora desertores do serviço secreto estão sob a mira. As cartas finais estão sendo jogadas, e a imprensa internacional, o público e muitos políticos não estão entendendo absolutamente nada.”

É exatamente o que eu vejo: uma tremenda e intimidadora demonstração de força.

Acho a ação da China muito ambígua. A China talvez seja uma incógnita para si mesma. Em compensação, Putin, Chavez, Ahmadinejad, Kim Jong-il (Rússia, Venezuela, Irã e Coréia do Norte) são quatro ditaduras consolidadas e cada vez mais unidas no propósito algo anacrônico de “derrotar o Ocidente”. Se sincronizarem suas ações e atacarem juntos na Europa, América Latina, Oriente Médio e Ásia a situação pode se complicar para os EUA, a Europa e Israel.