Crônica de uma morte anunciada

Desculpem a originalidade do título, mas o assassinato do dissidente russo Alexander Litvinenko foi de fato uma morte anunciada pelo próprio, cuja autoria atribuiu a ninguém menos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O assassinato aconteceu em Londres, nas barbas do serviço secreto de um país em guerra com o Iraque e o terrorismo. Ou seja: é um fato gravíssimo, uma violação de território, algo que em situações mais delicadas pode ser interpretado como uma declaração de guerra.

Provavelmente não será visto assim pelo governo britânico. Mas é preciso estar atento. Putin tem relações no mínimo ambíguas com o Irã, foi solidário a Saddam Hussein e não é absurdo presumir que os laços soviéticos com o terrorismo palestino permaneçam.

Privatização já!

Se alguém precisa de argumentos para defender a privatização da petrobras, por exemplo, basta ler a extensa matéria publicada por O Globo, ediçã de domingo, 19/11/06. É uma vergonha. De agosto do ano passado a outubro deste ano, foram 735 contratos e convênios sem licitação com ONGs suspeitíssimas, a maioria aliadas do PT e do governo, num total de 263 milhões de reais. Algo em torno de 120 milhões dólares!

Se a CPI das ONGs sair mesmo, como andou se anunciando, iremos descobrir, claro, que isso é apenas uma “amostragem” de um escãndalo que promete fazer do mensalão uma ninharia.

Sobre o diploma de jornalismo

Em plena era do autodidatismo digital, quando qualquer um munido de micro e banda larga é capaz de se educar, a “inteligência caduca” luta por cotas e diplomas. A mesma “inteligência”, aliás, que fala em “democratização dos meios de comunicação”.

A vocação do Brasil para o atraso é impressionante. Acho q foi o Nelson Rodirgues quem disse q subdesenvolvimento não se improvisa: é obra de séculos.

Ainda sobre o caso Sader

Insisto: para ser professor, dois requisitos são necessários (ou seja, a ausência de um desqualifica o sujeito para a função): amor à verdade e a capacidade de reconhece-la.
Quem leu o texto de Sader não tem como negar que ele interpretou a palavra “raça” do jeito errado. A frase de Bornhausen nada tinha de hermética: “Vamos nos livrar dessas raça por trinta anos”.

Enfim, ou Sader é burro ou mau caráter. De um jeito ou de outro não pode ser professor numa entidade pública, isto é, sustentada pelos impostos dos eleitores.
Se alguma entidade particular ou estrangeira (que tal Cuba, onde Che Guevara é estudado como se fosse filósofo, algo assim como um Santo Agostinho da Revolução?) é problema de quem paga.

Fora isso, o texto é deliberadamente injurioso. As pessoas fingem confundir liberdade de expressão com impunidade de expressão. Digo, fingem pq o PT hj é uma indústria de processos contra jornalistas, articulistas e todo mundo que ouse criticá-los. A lista é grande, mas dela constam Diogo Mainardi, Ipojuca Pontes, Olavo Carvalho e por aí vai…
Tarso Genro, por exemplo, se dá ao luxo de processar seus críticos usando recursos públicos.