Crônica de uma morte anunciada

Desculpem a originalidade do título, mas o assassinato do dissidente russo Alexander Litvinenko foi de fato uma morte anunciada pelo próprio, cuja autoria atribuiu a ninguém menos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O assassinato aconteceu em Londres, nas barbas do serviço secreto de um país em guerra com o Iraque e o terrorismo. Ou seja: é um fato gravíssimo, uma violação de território, algo que em situações mais delicadas pode ser interpretado como uma declaração de guerra.

Provavelmente não será visto assim pelo governo britânico. Mas é preciso estar atento. Putin tem relações no mínimo ambíguas com o Irã, foi solidário a Saddam Hussein e não é absurdo presumir que os laços soviéticos com o terrorismo palestino permaneçam.

Privatização já!

Se alguém precisa de argumentos para defender a privatização da petrobras, por exemplo, basta ler a extensa matéria publicada por O Globo, ediçã de domingo, 19/11/06. É uma vergonha. De agosto do ano passado a outubro deste ano, foram 735 contratos e convênios sem licitação com ONGs suspeitíssimas, a maioria aliadas do PT e do governo, num total de 263 milhões de reais. Algo em torno de 120 milhões dólares!

Se a CPI das ONGs sair mesmo, como andou se anunciando, iremos descobrir, claro, que isso é apenas uma “amostragem” de um escãndalo que promete fazer do mensalão uma ninharia.