Faça você mesmo

Para quem gosta de Teorias de Conspiração, encontrei o genuino Tabajara’s Conspiracy Theory Generator! Dê um pulo lá e crie você mesmo a SUA teoria de conspiração!

Seguem dois rápidos exemplos de teorias criadas por mim com a ajuda do TCTG:

“The UFO sitings over São Paulo are actually mass hallucinations engineered by FHC to make Lula and other enemies of Opus Dei think they are not alone. In the ensuing paranoia, FHC and Opus Dei plan to impedir a reeleição. If you see UFOs, close your eyes – it’s all a trick. Meanwhile, a special task force led by Mino Carta is being set up to tackle the problem. “

“Obviously FHC is carrying out a covert war against the armies of Lula in São Paulo. Very soon Opus Dei, who is currently only supplying weapons to FHC, will join in. PT has a number of nuclear devices hidden in Brasil which Opus Dei is trying to steal to help win the war and impedir a reeleição. We must help Mino Carta to stop them, or we are all doomed!

Precisa imprecisão

Luis de Camões (1524-1580), in “Busque Amor novas artes, novo engenho”:

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal que mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.

Na minha modesta mitologia, Camões inaugura com estes versos o Eu moderno.
Talvez tivesse sido melhor publicar o poema todo, um longo poema de amor onde Camões lamenta a perda da amada, morta prematuramente.
Mas, de súbito, em meio à justa lamentação do apaixonado em face do irremediável, eis que ele se desvia para uma dor ainda mais funda e enigmática; um mal, certamente, mas indefinível.

Que nome dar a isso, afinal? Angústia? Talvez, mas ainda assim me parece pouco. Nome propriamente não há: a coisa se define exatamente por ser inominável – e nisso reside a preciosa precisão do poeta. Mas se insistirmos em chamá-la de angústia, haveria de acrescentar “metafísica”. Angústia metafísica.

Uma angústia sem objeto visível, central e vasta que parece nos acompanhar desde antes da origem ou, ao menos, anterior às palavras e, talvez por isso mesmo, sua fonte essencial: as palavras jorram do inominável cerne – e com elas busco ao menos circunscrevê-lo, delimitá-lo para que não ocupe a alma e o mundo.